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The Infinite termina por desavenças criativas.

Aleluia, Aleluia, uma boa notícia!

THE INFINITE, a história em quadrinhos sobre viagens no tempo escrita pelo genial Robert Kirkman e desenhada pelo também genial (só que ao contrário) Rob Liefeld se encerrará por motivos de diferenças criativas entre os autores.

De acordo com o site Bleeding Cool, Liefeld tuitou 5 dias atrás (e eu vou confiar neles porque eu não sigo o Liefeld no Twitter nem fodendo…):

Infinite fans -Update I tried a new finisher/inker over 14 pages of issue #5. I loved em but split decision at Skybound. re-inking them now.

I’ll show all of the rejected pages in the hard cover. Want everyone happy with final product.

Traduzindo: "Fãs de Infinite -Update Eu experimentei um novo arte-finalizador em mais de 14 páginas da edição #5. Eu adorei mas a Skybound (estúdio pertencente ao Robert Kirkman) decidiu que não. Estou re-fazendo agora. Mostrarei todas as páginas rejeitadas na capa-dura. Quero todos felizes com o resultado final."

E hoje ele tuitou:

Unfortunately creative differences have sunk the Infinite. It’s over.

because of my desire that my work looking the way I intended…it’s over.

Artistically, I’ll continue to seek out talented collaborators to work with that keeps me energized for the next 25 years.

For 10 years all my printed work was printed from my pencils. Now I’m re-discovering the appeal of working with a variety of inkers.

Tradução: "Infelizmente diferenças criativas afundaram The Infinite. Acabou. Por causa do meu desejo de trabalhar do meu jeito… acabou. Artisticamente, Eu continuarei a procurar colaboradores talentosos com quem trabalhar e isso me manterá energizado pelos próximos 25 anos (sic). Por 10 anos meus trabalhos foram impressos diretamente dos meus lápis. Agora estou descobrindo o apelo de trabalhar com uma variedade de arte-finalistas."

Ou seja, pelo que deu para sacar: O Robert Kirkman e a Skybound, o estúdio/ selo dele dentro da editora Image, não gostaram do resultado final do desenho do Liefeld porque ele estava entregando para algum arte-finalista dar um tapa no visual, e mandaram ele refazer. O cara teve um ataque de pelanca e resolveu terminar o projeto. Fim de papo.

Eu não entendo a lógica disso pois, a não ser que o tal arte-finalista tenha tacado fogo e apagado pisando nas folhas, não tem como deixar a arte do Liefeld pior. E talvez eu comprasse uma revista com a arte toda chamuscada e pisada e acharia mais bonita que uma arte-finalizada pelo Rob Liefeld.

Algumas considerações: Eu NUNCA entendi porque o Robert Kirkman, um roteirista genial e idealizador de clássicos modernos dos quadrinhos como The Walking Dead, Invincible e Astounding Wolf-Man faria questão de criar uma história especificamente para ser ilustrada pelo Rob Liefeld, um artista fraco em qualquer gênero, para dizer o mínimo, o qual possui métodos duvidosos de trabalho (ninguém vai esquecer aquela história de desenhar dirigindo, senhor). Nesses outros projetos, Kirkman sempre escolheu artistas muito bons, capazes, os quais conseguiram evocar as atmosferas ideais nas obras que trabalharam. O horror realista dos zumbis, a ação super-colorida dos super-heróis. Para mim, isso só acrescenta à teoria que o Liefeld coleciona fitas com seus colegas cartunistas participando de orgias terríveis contendo bodes e pigmeus vestidos de látex e usa isso para chantegear os caras e continuar no ramo.

E conhecendo bem o histórico do Liefeld, em meio tempo ele vai copiar a ideia de The Infinite, trocar o nome dos personagens, alterar ligeiramente os designs e lançar a revista pelo seu próprio selo com outro título (provavelmente alguma coisa que contenha "Blood" ou "Pool" ou "Death").

 

Sobre o autor

Matheus Vale

Matheus Vale, o "HQ-Man", é quadrinhologista, arqueocomicólogo e teórico da Nona Arte, e dedica um tempo absurdo com essas bobagens, porque ama todos esses universos.

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